Leila Rodrigues afirma que famílias do Pérola Negra foram abandonadas e cobra atuação do poder público

Durante a 26ª Sessão Ordinária, vereadora relembrou o histórico do acampamento, citou antigas lideranças e afirmou que acompanha a situação da área há mais de 20 anos

A situação das famílias do acampamento Pérola Negra voltou ao centro dos debates na Câmara Municipal durante a 26ª Sessão Ordinária, realizada na última segunda-feira. Em pronunciamento na tribuna, a vereadora Leila Rodrigues afirmou conhecer o histórico da área desde os primeiros momentos de ocupação e declarou que as famílias atualmente enfrentam uma situação de abandono.

Ao falar sobre o tema, Leila afirmou que a entrada das famílias nos lotes nunca teria ocorrido de maneira isolada. Segundo a vereadora, sempre existiram representantes ou lideranças responsáveis por indicar quem poderia entrar e permanecer na área.

A parlamentar disse ainda que acompanha a situação desde antes de ocupar cargos no poder público. Ela relatou que, em uma ocasião, teria sido impedida de entrar no acampamento e expulsa do local juntamente com uma autoridade que, segundo sua declaração, atualmente é próxima do governador Tarcísio de Freitas.

Mesmo após o episódio, Leila afirmou que continuou acompanhando as famílias e, quando esteve à frente da Secretaria de Agricultura, passou a defender medidas de assistência.

Segundo a vereadora, sua atuação nunca esteve relacionada à titularização dos lotes. O objetivo, de acordo com ela, era garantir condições mínimas às famílias que vivem na área

“Eu não briguei por titularização. Eu não briguei para que vocês recebessem título. Eu sempre briguei por assistência”, declarou.

Falta de água e energia esteve entre as demandas

Leila também relembrou as articulações realizadas junto ao Governo do Estado e ao INCRA. Segundo ela, depois de assumir o mandato de vereadora, participou de audiências em São Paulo para apresentar as demandas do Pérola Negra.

A parlamentar afirmou que esteve acompanhada do vereador Edgar e de outros representantes, levando as reivindicações do acampamento para as autoridades.

Entre os principais problemas apresentados estavam a falta de água e energia elétrica. Leila citou ainda as discussões envolvendo um poço comunitário e a divisão das despesas relacionadas ao fornecimento de energia.

De acordo com o relato da vereadora, após as tratativas, o município encaminhou ao INCRA um pedido para que a área fosse repassada provisoriamente ao Poder Público Municipal, permitindo que a Prefeitura assumisse a responsabilidade pela assistência às famílias.

“Vocês hoje estão abandonados”

Durante o pronunciamento, Leila direcionou críticas às pessoas que, segundo ela, participaram da organização da ocupação e posteriormente deixaram de acompanhar as famílias.

“Abandonaram vocês. Vocês hoje estão abandonados”, afirmou.

A vereadora classificou a situação como uma discussão que não começou recentemente e declarou que o problema se arrasta há mais de 20 anos.

Apesar das críticas, Leila afirmou que as famílias ainda podem contar com a atuação do Legislativo e do Executivo municipal.

“Pode contar com essa vereadora, pode contar com a Câmara Municipal”, disse.

Ao concluir sua fala, a parlamentar ressaltou que a discussão ultrapassa questões políticas ou administrativas e envolve diretamente as condições de vida das famílias que vivem no local

“Nós estamos falando de vida, nós estamos falando de famílias”, declarou Leila Rodrigues.

Pedido para a Vila Mineira

Antes de abordar a situação do Pérola Negra, a vereadora também informou que apresentou requerimento ao prefeito solicitando providências para o recapeamento e a realização de tapa-buracos na Vila Mineira.

Leila destacou que, enquanto o município discute a situação das estradas vicinais, os problemas existentes na área urbana também precisam receber atenção do poder público.

Segundo a vereadora, as condições das ruas da Vila Mineira justificam uma intervenção do município para melhorar a segurança e a mobilidade dos moradores.

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