Decisão da Justiça de São Paulo concede curatela provisória ao filho, com foco na administração patrimonial e financeira.
A última quarta-feira, 15 de abril, foi marcada por uma notícia de grande repercussão no cenário político nacional. Os filhos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso anunciaram a interdição total do pai, em razão do avanço do mal de Alzheimer. A medida foi autorizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.Com a decisão, FHC passa a não responder mais por si mesmo em atos da vida civil. A partir de agora, os filhos assumem o controle sobre o patrimônio familiar e financeiro. O processo corre em segredo de Justiça, e o filho Paulo Henrique Cardoso foi nomeado curador provisório.A determinação tem efeito imediato, porém é limitada à administração dos bens e interesses financeiros do ex-presidente. Mesmo com a decisão já em vigor, a Justiça concedeu um prazo de 15 dias, a contar da data da decisão, para que o próprio FHC possa se manifestar.A juíza responsável também autorizou diligências complementares, incluindo a verificação de eventuais procurações ainda vigentes em nome do ex-presidente, com consultas a sistemas como a Censec.O Ministério Público acompanha o caso e reforça que a curatela provisória deve obedecer critérios rigorosos de legalidade, transparência e, principalmente, proteção dos interesses do curatelado.Embora outros ex-presidentes já tenham se afastado por motivos diversos, o caso de Fernando Henrique chama atenção por se tratar, segundo as informações, do primeiro ex-presidente da República ainda vivo a ter seus direitos civis limitados judicialmente por questões de saúde a pedido da própria família.Fernando Henrique Cardoso governou o país entre 1995 e 2002, sendo sucedido por Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve à frente do Brasil de 2003 a 2010 e retornou ao cargo em 2023.
FONTE: ANDRADINA NOTÍCIAS

