Promotoria aponta crime premeditado, destruição de provas e ocultação do corpo; decisão agora está nas mãos da Justiça
O caso que chocou Ilha Solteira ganhou um novo capítulo. O Ministério Público de São Paulo concluiu que Carmem foi vítima de um feminicídio premeditado, seguido de ocultação de cadáver e destruição de provas e pediu que os acusados sejam levados a júri popular. De acordo com o processo, Marcos Yuri da Silva Amorim e Roberto Carlos de Oliveira são apontados como autores do crime. Já Paulo Henrique Messa teria participado da ocultação do corpo e segue foragido da Justiça.
Relacionamento conturbado e ameaças A investigação revela que Carmem e Marcos Yuri mantiveram um relacionamento de cerca de 15 anos, marcado por brigas, mentiras e traições. Carmem cobrava que o relacionamento fosse assumido, enquanto Yuri negava. Em mensagens para amigas, ela chegou a relatar ameaças e deixou claro que temia pela própria vida.
Medo de exposição pode ter motivado o Crime segundo o Ministério Público, o crime pode ter sido motivado pelo medo de Yuri ser exposto.A vítima havia reunido provas contra ele em uma pasta chamada “Yuri Trambiques”, com conversas, áudios e documentos o que teria feito com que ela passasse a ser vista como uma ameaça.
Crime aconteceu no sítio de acordo com a acusação, o crime aconteceu no sítio de Marcos Yuri, em junho de 2025. Carmem foi até o local e teria sido atacada por trás com golpes de vergalhão. Depois disso, Yuri chamou Roberto Carlos, que também teria participado das agressões até a morte da vítima.Um ponto que chama atenção é que Roberto, policial da reserva, não prestou socorro e teria ajudado na execução do crime.
Corpo foi ocultado e nunca encontrado Após o assassinato, os acusados iniciaram uma ação para esconder o corpo.A vítima foi colocada em uma lona, arrastada e levada até uma área próxima ao rio. Depois, com ajuda de Paulo Henrique, o corpo teria sido levado de barco para um local desconhecido.
Até hoje, o corpo não foi encontrado. Tentativa de apagar provas Segundo a investigação, houve uma verdadeira operação para apagar vestígios do crime:Limpeza do local para retirar sangue Destruição do celular da vítima Exclusão de arquivos e conversas Manipulação de Equipamentos até a internet do sítio foi desligada para evitar rastreamento.
Provas reforçam acusação O caso é sustentado por provas consideradas fortes:Câmeras de Segurança dados de localização de celulares Depoimentos Perícias técnicas A linha do tempo digital foi essencial para reconstruir o crime e desmontar versões apresentadas pelos acusados.
Ministério Público pede júri popular Além de pedir a condenação dos envolvidos, o Ministério Público também solicitou que o caso seja levado a júri popular.Na prática, isso significa que a promotoria entende que há provas suficientes para que os acusados sejam julgados por um tribunal formado por cidadãos. Agora, cabe à Justiça decidir se aceita o pedido. Se isso acontecer, os réus irão a julgamento no Tribunal do Júri.
Situação dos acusados Marcos Yuri e Roberto Carlos já foram ouvidos durante o processo. Já Paulo Henrique segue foragido.O Ministério Público pede a condenação dos três por feminicídio, ocultação de cadáver e destruição de provas.
FONTE: ANDRADINA NOTÍCIAS

